Exposições das fotos tiradas por moradores de
Porto, Portugal, nas edições "Olhá lá" e "Ai Maria"
O objetivo da organização é
chamar atenção para comunidades onde há Língua Portuguesa e dar voz aos
moradores que em geral estão excluídos dos meios de comunicação. Nesse
processo, a equipe colhe depoimentos, tira fotos de lugares e pessoas e faz uma
série de vídeos. A compilação do material é usada em exposições, espetáculos,
site (www.10pt.org/fui/) e redes sociais. Para desenvolver as atividades da
programação do Ano de Portugal no Brasil, eles contam com apoio da Fundação
Nacional de Artes (Funarte) e da dgARTES, da Secretaria Estadual de Cultura de
Portugal.
A Região Portuária foi escolhida
por sua importância histórica. "Essa área é como um berçário. Possibilitou
o encontro entre várias culturas e etnias. Eu quero mesmo é que a região se
torne maior e que mais pessoas tenham noção do que acontece aqui. O local é
muito rico, e o contato com as pessoas é interessante. Elas são felizes e se
sentem valorizadas quando ouvidas ", explica Miguel Pinheiro, português e
criador do "fui".
Laila Klain, Thaís Teixeira e Miguel Pinheiro
escolheram a Região Portuária para a quarta edição do "fui"
As entrevistas e registros
fotográficos já começaram. Em março, fotos em tamanho real dos moradores da
região e dos fotografados nas edições anteriores, em Cabo Verde e na África,
vão compor exposição de rua itinerante no Morro da Conceição e nos bairros da
Saúde e Gamboa. A ideia é mostrar as semelhanças e diferenças entre as pessoas
dos três lugares. Nos dias 16 e 23 de fevereiro e 2 de março, haverá oficina e
passeio fotográfico nas ruas da área. São 70 vagas preferencialmente para
moradores e estrangeiros de países de Língua Portuguesa. De 10 de março a 19 de
maio, as fotos tiradas na oficina farão parte de uma exposição no Centro
Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia.
A fim de tocar de perto o
"fui", Miguel mudou-se em novembro de 2012 para a Rua Jogo da Bola,
no Morro da Conceição. A vinda do projeto para o Rio de Janeiro é planejada há
aproximadamente um ano, desde que Miguel coordenou outro projeto, dessa vez, no
Ceará. Lá, conheceu a produtora Thais Teixeira, cearense que mora no Rio desde
2005. Os dois trabalharam juntos em Cariri e perceberam que seria interessante agir
no momento em que a Região Portuária passa por muitas transformações.
"Enxergo no Rio várias possibilidades. Ainda não divulguei, mas talvez a
edição do "fui" seja mais longa do que as outras", adianta
Miguel.
Texto: Yara Lopes Fotos:
Yara Lopes/ Divulgação
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