sábado, 22 de dezembro de 2012

Novo trecho da TransOeste liga os bairros de Paciência e Recreio dos Bandeirantes

Com capacidade para atender 220 mil passageiros por dia, segunda fase do corredor expresso para BRT terá ônibus diferenciados

- Havia um número grande de pessoas que saíam de Paciência e se deslocavam até o Recreio dos Bandeirantes e vice-versa. Por isso optamos por ônibus que fizessem este percurso – explica Eduardo Fagundes, engenheiro chefe da Secretaria Municipal de Obras.

TransOeste - Estação do BRT Ligeirão - Terminal Alvorada na Barra da Tijuca à Santa Cruz

TransOeste - Terminal Alvorada na Barra da Tijuca com a Cidade da Arte ao fundo

Mesmo sendo menor que os Ligeirões que hoje fazem o trajeto entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz, os ônibus que circulam do Recreio até Paciência possuem as mesmas características internas dos articulados. Equipados com ar-condicionado, trafegam livres pelas faixas segregadas, evitando engarrafamentos. Além das quatro novas estações, o BRT também fará paradas nas estações expresso-paradoras do Mato Alto, Recreio Shopping, Glaucio Gil e Salvador Allende.

TransOeste - Estação do BRT Ligeirão - Terminal Alvorada na Barra da Tijuca à Santa Cruz 

Com as quatro estações ao longo da Avenida Cesário de Melo (Cesarão 1, 2 e 3, além da Santa Eugênia), a TransOeste conta agora com um total de 45km de extensão e 43 estações, atendendo cerca de 220 mil passageiros por dia. Os passageiros que saem de Paciência com destino à Barra da Tijuca podem descer em uma das estações do Recreio e de lá embarcar em um ônibus articulado em direção ao terminal Alvorada, sem nenhum custo adicional.

- O passageiro que está na Barra da Tijuca e precisa viajar até Paciência deve pegar um dos Ligeirões até a estação Salvador Allende e, de lá, este ônibus menor até Paciência – orienta Marcos Tognozzi, coordenador regional da TransOeste.

De acordo com Edmar Teixeira, subprefeito da Zona Oeste, o maior ganho para os moradores é o tempo de deslocamento. Se antes do BRT os passageiros que moravam em Paciência, Inhoaíba e Cosmos demoravam até duas horas e meia para chegar até a Barra da Tijuca, com o novo trecho esse tempo passará a ser de meia hora.

- Isso resulta em qualidade de vida para a população – enfatiza o subprefeito.

A segunda etapa da TransOeste será a conclusão do trecho até Campo Grande Campo e, segundo a Secretaria Municipal de Obras, está prevista para o segundo semestre de 2013. Com mais 11km de extensão e 11 estações, estão previstas ainda a duplicação de um quilômetro de via entre o cemitério de Campo Grande e o viaduto Alim Pedro. Além disso, a SMO executa obras de alterações viárias no centro de Campo Grande para receber o BRT.
Fonte: CidadeOlímpica.com TransOeste

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Investimento em infraestrutura atrai novas empresas para o porto

Empreendimentos como o Porto Atlântico e a Trump Towers Rio confirmam a força do projeto Porto Maravilha



Anunciadas nesta terça-feira, dia 18, as cinco torres que serão construídas pelo empresário americano Donald Trump se juntarão a outros empreendimentos na área do porto do Rio, consolidando o potencial que a região possui para atrair novos negócios. Considerado o maior centro corporativo urbano nos países do BRIC, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o Trump Towers Rio terá 50 andares e será construído em uma área de 32 mil metros quadrados.

- Estamos muito interessados em estar aqui há algum tempo. O Brasil está surgindo de uma forma impressionante no mercado internacional. Com a ajuda do Projeto Porto Maravilha que nos foi apresentado, o Rio de Janeiro é o lugar perfeito para o nosso investimento – afirma Donald Trump Jr, vice-presidente executivo da organização Trump.

Ao Trump Towers Rio juntam-se outros empreendimentos de diferentes magnitudes. Entre eles está o Porto Brasilis, prédio de 19 pavimentos e dois subsolos que conta com tecnologia sustentável para diminuir o consumo de água e energia elétrica, entregue em março deste ano. Em fase de construção, o Porto Atlântico, complexo de torres que abrigará desde salas comerciais a hotéis três estrelas, ocupará dois terrenos na rua professor Pereira Reis, no Santo Cristo. E a gigante Microsoft anunciou, em novembro deste ano, que vai revitalizar e ocupar o prédio que abrigou a primeira fábrica de gás do Rio de Janeiro.


Tantos empreendimentos só foram atraídos para a região graças às transformações que estão acontecendo na área através do projeto Porto Maravilha. Investimentos em infraestrutura, com novas redes de luz, água e esgotos e a implantação de uma nova rede de fibra ótica que permitirá um significativo aumento na capacidade de transmissão de dados são apenas alguns dos fatores que fazem do porto um local de excelência para a implantação de novas empresas.

- Investir no porto é acreditar em uma região que se tornou um polo de atração não só para os grandes investidores e grandes empresas, mas também de atração turística, comercial, de lazer e cultura. Hoje o porto é um polo do futuro – afirma Rogério Oliveira, gerente de incorporação da Odebrecht, construtora responsável pelo Porto Atlântico.

De acordo com o diretor de Administração e Finanças da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Sergio Lopes, atualmente existem 39 projetos de empresas que querem se fixar na região do porto. Deste número, a maioria delas faz parte do setor de petróleo e gás, uma das atividades econômicas que mais cresce em todo o mundo.

Aos investimentos de grande porte juntam-se outros mais modestos, porém não menos importantes. Restaurantes, lojas e bares fazem parte desta nova região portuária que vem se desenhando nos últimos anos. Tamanha expansão atrai um outro tipo de público: pessoas que procuram as ruas do entorno da Praça Mauá para fixar residência e, assim, aproveitar esse boom econômico que ganha força dia a dia.

- A cidade ganha com geração de empregos, resgata uma parte importante do Centro da cidade do ponto de vista histórico e econômico, além de apresentar um novo conceito de Centro da cidade, onde as pessoas podem morar nesta região – explica Lopes.

Integração entre modais

O alto investimento em transportes é outro fator crucial para a atração de novas empresas. A região portuária contará com duas novas vias, Expressa e Binária, responsáveis por desafogar o trânsito quando o Elevado da Perimetral deixar de existir. Menina dos olhos do projeto Porto Maravilha, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) promete revolucionar o sistema de transportes no Centro. Integrado a outros modais, como trens, ônibus, BRT, metrô, barcas e o teleférico da Providência, ele também terá ligação direta com o aeroporto Santos Dumont.

- O VLT integra de tal forma o Centro da cidade que o passageiro consegue, de maneira rápida e eficaz, alcançar toda a área interna da região do Porto Maravilha – explica Rogério Oliveira.

Fonte: cidadeolimpica.com

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Viaduto da Abolição refaz ligação entre os dois lados do bairro

http://olinguarudo.blogs.sapo.pt/2012/12/

Depois de 15 anos, rua da Abolição volta a ter uma ligação direta com a construção do viaduto sobre a Linha Amarela



Há mais de 15 anos a população da Abolição, na Zona Norte, perdeu a ligação direta entre os dois lados do bairro. O motivo foi a construção da Linha Amarela, uma das principais ligações entre a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e o Centro do Rio. Com isso, a comunicação entre os dois lados da rua da Abolição e, consequentemente, com a Avenida Dom Hélder Câmara (antiga Suburbana), foi cortada. Esta situação está prestes a mudar com a inauguração do Viaduto Jornalista Armando Nogueira.

Com 540 metros de extensão e oito de largura, o grande desafio para a construção do viaduto foi manter o trânsito na Linha Amarela funcionando. Isso foi possível com a utilização de uma técnica especial denominada balanço sucessivo, que permitiu que a estrutura fosse levantada dos dois lados da via expressa, simultaneamente, através de um sistema de encaixe, sem a utilização de pilares, até que se encontrassem, formando o viaduto.


Obra prevista no caderno de encargos dos Jogos Olímpicos de 2016, o viaduto Jornalista Armando Nogueira vai melhorar o escoamento da saída do estádio Olímpico João Havelange, mais conhecido como Engenhão, em dias de jogos, além de revitalizar o bairro. Desde que a Linha Amarela foi construída, o comércio local perdeu força e muitos estabelecimentos tiveram que fechar suas portas.

- O viaduto é mais uma obra que vai estimular o surgimento de novos estabelecimentos comerciais. Ele vai se juntar ao próprio Engenhão, que trouxe à reboque a construção de novos imóveis, a abertura de lojas, bares e restaurantes, revitalizando a região. Isso, por si só, já é um legado importantíssimo – afirma Eduardo Fagundes, engenheiro chefe da Secretaria Municipal de Obras.

Além da valorização local, a economia no tempo de deslocamento vai beneficiar motoristas. Quem sai do Engenhão após um jogo leva cerca de 30 minutos, atualmente, para acessar a Linha Amarela.

O percurso é feito pela Avenida Suburbana ou através de ruas estreitas e tomadas por sinais de trânsito, o que aumenta a lentidão do tráfego de veículos. Com a inauguração do viaduto, que possui duas pistas de rolamento, esse tempo será reduzido para apenas 5 minutos.

Fonte: CidadeOlimpica.com