segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

"Pai presente" um comercial ridículo fora de qualquer propósito para tratar de um assunto sério


O comercial, pretensamente destinado e com “objetivos” de incentivar os pais a assumirem e registrarem seus filhos, é uma aberração, bestialidade, uma ridicularidade que muito pelo contrário desestimula, envergonha e inibe até quem tem por obrigação e dever registrar seus filhos legítimos e comprovados, enquanto perdura o clima de chacota e gozação desse comercial ridículo.

Imagine a cena, um amigo passa pelo porta de um cartório e vê o outro coma a mulher registrando o filho e o outro grita lá de fora, “só hoje vai registrar mais quantos”, agora imagine para quem tem um filho meio duvidoso, o amigo vai gritar “pai é quem registra”.

Uma aberração ridícula e idiota fora de qualquer propósito esse comercial ridículo que mais desestimula do que incentiva alguém a registrar os filhos bastardos, começa com um ator fazendo papel e representando um idiota ridículo dizendo que “eu já registrei uns trinta filhos”, pela cara dele e a quantidade deve ser algum estuprador ou reprodutor, e já inicia ridicularizando e causando descrédito aos objetivos do comercial, é a hora que o telespectador fala “ah vau tomar um café .. que babaca

Num comercial desses só estando de sacanagem, isso não é sério e não aborda o tema, o assunto sério, com a seriedade que merece, estão de sacanagem e ninguém fala nada. Esso é o tipo da coisa feita de qualquer maneira única e exclusivamente para faturar, só e nada mais, o tema do assunto importante e sério, é um componente só para lembrar de onde partiu esse “faturamento” extra que foi em cima de um tipo de assunto que não é levado a sério mas se veicula de qualquer maneira sem nem se quer ser fiscalizado e analisado e ter um parecer de alguém do ramo sobre o trabalho, porque se houvesse esse profissional mandaria jogar esse“trabalho” no lixo e fazer outro, mais ele é feito para marcar e dar satisfação para que se alguém reclamar os autores e responsáveis pelo assunto vão dizer “mas nós veiculamos um comercial sobre o assunto”, mas não poderá dizer que veiculou um tema sério tratando de um assunto sério, como o tema merece.

Isso é a típica “farra do boi” desvio de verbas públicas homologadas, justificadas e com cunho de honestidade, trabalho sério, um programa para consumir dinheiro público com argumentos “plausíveis”alegando honestidade e trabalho necessário. Isso é um “valerioduto” legal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fui pra onde?

Português é o idioma oficial de nove países, a quinta língua mais falada no mundo e a terceira no Hemisfério Ocidental. A organização "10pt - Criação Lusófona" pensou nos 273 milhões que falam o mesmo idioma e criou um projeto para difundir as histórias interessantes que cada um tem para contar. "fui" é a quarta edição, agora no Rio de Janeiro, depois de Cabo Verde e Portugal. No Brasil, a Região Portuária dará espaço às mensagens e ideias inovadoras.

Exposições das fotos tiradas por moradores de Porto, Portugal, nas edições "Olhá lá" e "Ai Maria"

O objetivo da organização é chamar atenção para comunidades onde há Língua Portuguesa e dar voz aos moradores que em geral estão excluídos dos meios de comunicação. Nesse processo, a equipe colhe depoimentos, tira fotos de lugares e pessoas e faz uma série de vídeos. A compilação do material é usada em exposições, espetáculos, site (www.10pt.org/fui/) e redes sociais. Para desenvolver as atividades da programação do Ano de Portugal no Brasil, eles contam com apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e da dgARTES, da Secretaria Estadual de Cultura de Portugal.

A Região Portuária foi escolhida por sua importância histórica. "Essa área é como um berçário. Possibilitou o encontro entre várias culturas e etnias. Eu quero mesmo é que a região se torne maior e que mais pessoas tenham noção do que acontece aqui. O local é muito rico, e o contato com as pessoas é interessante. Elas são felizes e se sentem valorizadas quando ouvidas ", explica Miguel Pinheiro, português e criador do "fui".


Laila Klain, Thaís Teixeira e Miguel Pinheiro escolheram a Região Portuária para a quarta edição do "fui"

As entrevistas e registros fotográficos já começaram. Em março, fotos em tamanho real dos moradores da região e dos fotografados nas edições anteriores, em Cabo Verde e na África, vão compor exposição de rua itinerante no Morro da Conceição e nos bairros da Saúde e Gamboa. A ideia é mostrar as semelhanças e diferenças entre as pessoas dos três lugares. Nos dias 16 e 23 de fevereiro e 2 de março, haverá oficina e passeio fotográfico nas ruas da área. São 70 vagas preferencialmente para moradores e estrangeiros de países de Língua Portuguesa. De 10 de março a 19 de maio, as fotos tiradas na oficina farão parte de uma exposição no Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia.

A fim de tocar de perto o "fui", Miguel mudou-se em novembro de 2012 para a Rua Jogo da Bola, no Morro da Conceição. A vinda do projeto para o Rio de Janeiro é planejada há aproximadamente um ano, desde que Miguel coordenou outro projeto, dessa vez, no Ceará. Lá, conheceu a produtora Thais Teixeira, cearense que mora no Rio desde 2005. Os dois trabalharam juntos em Cariri e perceberam que seria interessante agir no momento em que a Região Portuária passa por muitas transformações. "Enxergo no Rio várias possibilidades. Ainda não divulguei, mas talvez a edição do "fui" seja mais longa do que as outras", adianta Miguel.

Texto: Yara Lopes Fotos: Yara Lopes/ Divulgação